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A fria que se meteu Toinho

A experiência de perder o pai na infância e começar a trabalhar cedo para ajudar a família despertaram nele o empreendedorismo; hoje, o empresário Antônio Leite Jales é o maior fabricante de sorvetes do estado.

A experiência de perder o pai na infância e começar a trabalhar cedo para ajudar a família despertaram nele o empreendedorismo; hoje, o empresário Antônio Leite Jales é o maior fabricante de sorvetes do estado

Publicada originalmente no Novo Jornal. Para ler a reportagem completa, clicar na imagem acima.

CONDUZIR UM CARRINHO de picolé era algo pesado demais para o pequeno Toinho, apelido que ainda acompanha Francisco Leite, 52, cerca de 40 anos depois. Franzino, o garoto de 11 anos saía com uma caixinha de isopor para vender sorvetes a fim de contribuir com a renda familiar, já que a perda precoce do pai o transformou muito cedo em arrimo de família.

Antônio Leite Jales é natural do município de Messias Targino, se criou em Mossoró, rodou o Brasil como mergulhador e encontrou o sucesso profissional em Natal, onde recebeu nesta semana o título de Cidadão Natalense, concedido pela Câmara Municipal. A trajetória do empresário que está à frente de uma das principais fábricas de sorvete do Nordeste, no entanto, não foi fácil.

Ainda criança ele chegou a comprar a máquina do patrão para produzir o próprio sorvete, o que já demonstrava vocação para o empreendedorismo na infância. Esta aptidão só encontrou concorrência com a paixão pelo mergulho, incentivada pela série “Viagem ao Fundo do Mar”, exibida na televisão – um dos poucos bens materiais da família na época.

O ofício de homem-rã começou por acaso, a convite de um membro da equipe da Ster Engenharia que estava a trabalho em Mossoró. Chamado para um serviço temporário de 15 dias, Antônio “agarrou a oportunidade”, deixando de ser um mero ajudante no transporte de cargas e vindo a se tornar um profissional do alto mar. Ele passou 12 anos trabalhando para a empresa, realizando ainda outro sonho de criança, que era o de ir para a “cidade grande”.

“O ditado diz que quando tem vontade, tem metade. Essa frase caminhou ao meu lado por muito tempo. Era meu sonho trabalhar em uma cidade grande como mergulhador, o que representou a minha faculdade”, conta o homem que mal terminou o ensino fundamental, mas incentiva o filho a estudar, lê jornais todos os dias e acompanha política desde jovem.

Com fala agitada e um sotaque característico do interior nordestino, Antônio conta que mais de uma década passou atuando na vistoria de tubulações e fazendo emendas e emissários no fundo do mar. Faltando cinco anos para a aposentadoria (um mergulhador se aposenta com 17 anos de trabalho), a vida “sem teto fixo” não se adequava mais com o papel de pai que estava prestes a assumir. Deixou o Guarujá, em São Paulo, para criar o filho – único, até hoje – em Natal.

“Onde tem um negócio desmantelado, ‘chama o mergulhador!’ Não posso viver mais dessa vida não”, relembra o que uma vez disse. Toinho estava decidido a resgatar os negócios com sorvetes com o dinheiro da rescisão, pois, segundo ele, era um negócio que não tinha como dar errado. “Existe há três mil anos antes de Cristo e continua agradando”, justifica.

De vida simples, ele não gosta de levar trabalho para casa. “Os problemas eu não vou levar e se levar, ele vai derreter no caminho”, conta com o humor que lhe é peculiar.

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